adri impessoal


09/12/2005


Aubrey Beardsley

Aubrey Beaudsley era um grafista nato. Expremia-se em duas dimensões, ignorando o espaço. As linhas, simbólicas, fluem entre contorno, arabescos e a própria figura.

      Seu traço possui acuidade e clareza provocativos, sempre passando entre a ironia, o sarcasmo e o sagrado.

      Suas personagens eram alongadas, como fusos, traçados em perfeita precisão em um estilo linear, compondo um enquadramento floral e virtuoso.

      O contraste, entre preto e branco provoca um dialogo entre figura e fundo, tudo e nada, ornamento e movimento. Confirmando a influencia de gravuras japonesas.

      Beaudsley, envolvido precocemente as artes, dedicava-se à literatura, à musica e ao desenho. Sua visão ampla levou-o a investigar profundamente mitos antigos e modernos, sendo notável ilustrador.

 

Escrito por adri às 13h18
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algumas referências interessantes... 

CHAMPIGNEULLE B. A “art nouveau” São Paulo, Verbo, 1976.

FURTH, G.M. O mundo secreto dos desenhos: Uma abordagem junguiana da cura pela arte. São Paulo, Paulus, 2004.

JUNG, C.G. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. Vol09; 2°ed., Petrópolis, 2000.

JUNG, C.G. O espírito na arte e na ciência. Vol15; 3°ed., Petrópolis, Vozes, 1971.

e acredito que toda a obra de Carl G. Joung e Marie von Franz são muito relevantes, principalmente, para mim, sobre alquimia.

Escrito por adri às 13h01
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o desenho.

Registro de movimentos subjetivos que, por necessidade, devem tornar-se materiais. Porem sua materialidade parece vincular-se ao suporte. Portanto não só basta a execução. Transforma-se, juntamente ao artista e a seus movimento, o material e a técnica do desenho. Cria-se uma nova materialidade à matéria, tanto a orgânica como a inorgânica, tanto a bruta como a polida.

      O desenho, como matéria, deixa de ser só pensamento, torna-se ato, renovação, para ser sentido de forma ampla.

O desenho, segundo G.M. Furth, nos traz uma beleza que toca e uma verdade que incomoda.

      A verdade, exposta no desenho, incomoda, instiga porque refere-se à humanidade de forma primordial. Uma imagem não encerra significações, amplia-as, assim como sua matriz inconsciente.

        Este é o segredo da ação da arte. O processo criativo consiste (até onde nos é dado segui-lo) numa ativação inconsciente do arquétipo e uma elaboração e formalização na obra acabada. De certo modo a formação da imagem primordial é uma transcrição para a linguagem do presente pelo artista, dando novamente a cada uma a possibilidade de encontrar o acesso às fontes mais profundas da vida que, de certo modo, lhe seria negado. È ai que esta o significado social da obra de arte: ela trabalha continuamente na educação do espírito da época, pois traz a tona aquelas formas das quais a época mais necessita. Partindo da insatisfação do presente a ânsia do artista recua até encontrar no inconsciente aquela imagem primordial adequada para compensar de modo mais efetivo a carência e unilateralidade do espírito da época. Essa ânsia se apossa daquela imagem e, enquanto a extrai da camada mais profunda do inconsciente, fazendo com que se aproxime do consciente, ela modifica sua forma até que esta possa ser compreendida por seus contemporâneos. (JUNG, 1971, p.130)

      O inconsciente, vasto e profundo, é a essência da criação, que deve se tornar materializada, ou consciente, sob a técnica do artista. O mito, o espectro do inconsciente, no artista, liberta-o da situação individuo e faz-se ressoar a toda humanidade.

      O auto conhecimento está interiorizado no mito, devemos atentar aos aspectos sutis, e aprofundar-nos em seus símbolos para procura da plena compreensão. Se vivemos em um corpo, em um mundo, devemos perceber suas integrações, devemos perceber a própria interioridade.

      Meu trabalho anterior explorava a morte e a vida, a geração cotidiana de si mesmo, e a morte equilibrando-a. Mas, para que ocorra o renascimento cotidiano, precisa-se de fecundidade. 

      Invisto-me, agora, à fecundidade. Descubro a criação, investindo mente e corpo para sua materialidade.

Escrito por adri às 12h58
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08/12/2005


Água fecunda.

A água fecunda refere-se ao movimento de fusão de opostos, daí sua fecundidade. A fusão entre consciente e inconsciente é representada pelos movimentos verticais e horizontais. Sendo os movimentos verticais mentais; e os horizontais quase corpóreos, ligados á materialidade do mundo.

 

Escrito por adri às 14h38
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Minhas pesquisas mitológicas e simbólicas são resultado da busca do auto-conhecimento.

Creio que devamos conhecer nossa própria natureza, nossos processos internos, para, fortalecidos, soubermos reconhecer os processos externos. Diante da busca interna encontrei-me na psicologia profunda. Deparei-me com a amplitude e a poesia, deixando de encerrar-me em conceitos. Deparei-me com a força da matéria, a qual toma-me em criação.

há um grupo de estudos junguianos o qual muito aprecio: http://www.symbolon.com.br

Escrito por adri às 14h35
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07/12/2005


A chuva.

A chuva refere-se ao sêmem do céu que fecunda a terra. Refere-se também ao elemento água, símbolo feminino de criação e do inconsciente. Para estarmos em movimento harmônico devemos possuir os dois opostos e fluirmos diante deles. Devemos reconhecer características femininas e masculinas interiorizadas como símbolos e distingui-los, permiti-los e conhecê-los.

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Escrito por adri às 18h31
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02/12/2005


Urano e Gaia.

Urano e Gaia, ou Céu e Terra, fecundavam-se incessantemente, não permitindo a frutificação e a maturação de seus elementos.

Para haver criação deve-se unir, fundir, fecundamente céu e terra, símbolos do consciente e do inconsciente respectivamente. Mas, na união, deve-se ainda discerni-los, para que o corpo frutifique e a mente amadureça. Tornando, assim, a criação plena.

 

Escrito por adri às 00h45
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29/11/2005


a poesia afasta-se quando impõe-se impessoalidade. a identidade, as emoções do traço feito por uma mão, tudo perde-se. seguer resta o cheiro do papel. sequer resta envolvimento. sinto falta da materialidade no computador. vejo algo que somente é projetado, uma ilusão de códigos, uma ilusão impalpável. no entanto reconheço sua importância e utilizo seus códigos freqüentemente. e, ainda sentindo a falta da poesia, tento expressar-me.

Escrito por adri às 16h27
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22/11/2005


em se tratando de narcisismo... exponho-me aqui com todas nas sombras e luzes e a intimidade de meu projeto de desenho orientado pela prof. denise, fap. ainda sangrando pela invasão, exponho-me de maneira impessoal, meus sentimentos e reais valores divergem da mídia formatada.

Escrito por adri às 10h47
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26/10/2005


os avanços da comunicação parecem estimular a covardia e a impessoalidade. são comunicações rasas e narcisistas.

Escrito por adri às 21h20
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